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Transdev diz que adesão à greve foi de 9,91%. Sindicato diz 85% e que a empresa “não tem vergonha”

A Transdev e o Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte (STRUN) divergiram quanto aos números da adesão à greve de 24 horas que decorre hoje, convocada por aquela estrutura sindical.

“No total nacional, a adesão à greve ronda os 9,91%”, pode ler-se num comunicado hoje enviado pela Transdev, que refere que o impacto nas operações e repercussão para os passageiros “está circunscrito a duas áreas operacionais”.

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Questionado pela Lusa, o coordenador do STRUN, José Manuel Silva, disse que “a Transdev não tem vergonha no que diz”, apontando para uma adesão a rondar os 85%.

Hoje, “houve mais gente parada em Barcelos, na Póvoa de Varzim e no Porto, e o resto manteve-se” em relação às anteriores greves de janeiro e fevereiro, disse José Manuel Silva à Lusa, falando também “numa boa adesão em Aveiro” e em Águeda.

O coordenador do STRUN disse ainda que o sindicato foi recebido pela administração da Transdev nas instalações da Senhora da Hora, em Matosinhos (distrito do Porto), onde os trabalhadores da empresa se manifestaram esta manhã.

Segundo o sindicalista, a administração irá comunicar com o sindicato nos próximos dias “para agendar uma reunião antes da próxima greve”, que está marcada para o dia 17 de abril.

Por seu lado, a Transdev apelou ao diálogo no comunicado de hoje, “sublinhando a disponibilidade para negociar com todos os seus trabalhadores e representantes, sem deixar nenhuma estrutura sindical fora deste processo”.

O grupo recordou que em julho de 2022 assinou um acordo de contratação coletiva com a FECTRANS (Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações), STTAMP (Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes de Portugal) e SNMOT (Sindicato Nacional dos Motoristas e Outros Trabalhadores), que, segundo a empresa, “aumentou a remuneração dos motoristas em mais de 8% para o ano 2022”.

O acordo “marcou uma evolução muito positiva na organização dos tempos de trabalho” e “concedeu novos benefícios sociais acrescidos”, como seguro de saúde, e entretanto, para o ano de 2023, a Transdev já avançou para um valor de 55 euros”, aponta.

O sindicato, que vai na terceira greve este ano, pede aumentos salariais este ano “na mesma percentagem do salário mínimo nacional, ou da inflação, aquela que for mais favorável aos trabalhadores, como vão receber os trabalhadores das empresas filiadas na ANTROP”, a Associação Nacional de Transportes de Passageiros.

Para os trabalhadores, o local de trabalho deve ser “aquele para onde o trabalhador foi contratado e não pode rodar para outro, mesmo que diste a mesma distância casa-trabalho”, e os trabalhadores, “sempre que na hora de almoço ou jantar estejam deslocados do seu local de trabalho”, devem ter “direito ao almoço ou jantar em deslocado”.

Exigem ainda o “pagamento do pequeno-almoço para quem inicia o serviço antes das 06:00”, a “acumulação do subsídio de alimentação com almoço ou jantar em deslocado ou penalizado”, e não aceitam receber o “subsídio de complemento de condutor”, pretendendo manter o “subsídio de agente único com a sua redação anterior”.

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