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Enfermeiros do Hospital de Santo Tirso contra transferência para a Misericórdia

Cinquenta e oito enfermeiros do Hospital de Santo Tirso, subscreveram um abaixo-assinado, requerendo que esta unidade permaneça sob gestão pública e integrada no Serviço Nacional de Saúde (SNS), avançou o Sindicato Independente de Todos os Enfermeiros Unidos do Continente e Ilhas (SITEU), em comunicado.

No abaixo assinado, que foi enviado aos Ministérios da Saúde e das Finança, à Câmara de Santo Tirso e ao Conselho de Administração da ULS Médio Ave, os enfermeiro pedem também à tutela que “cesse imediatamente as intenções de desafetar a unidade à ULS Médio Ave entregando a sua gestão à Santa Casa da Misericórdia de Santo Tirso no âmbito de uma Parceria Público-Social”.

“Esta decisão, caso seja implementada, configurará um retrocesso grave e irreparável para os serviços de saúde das populações dos concelhos de Santo Tirso, Trofa e Famalicão”, lê-se no abaixo-assinado. 

O SITEU diz-se preocupado por todo o processo “estar envolto em exagerado secretismo, em que os principais interessados, utentes e trabalhadores não foram envolvidos, sendo os principais interessados e que deveriam ter a última palavra”.

Nesse sentido, o sindicato refere que “os enfermeiros, que são toda a sustentação das estruturas do SNS, têm de ser ouvidos e as alterações que possam ser operadas nos seus contratos e relações de trabalho têm de ser claras”.

Precisamente, no abaixo-assinado, os enfermeiros temem que a transferência de gestão do Hospital de Santo Tirso  para uma entidade privada possa implicar a desvalorização das suas condições de trabalho  e exigem que “sejam asseguradas condições de trabalho dignas, remunerações justas e a continuidade da sua valorização profissional no âmbito do SNS”. 

Recorde-se que o processo de transferência chegou a estar anunciado para 1 de abril, mas não chegou a concretizar-se. O  presidente da Câmara de Santos Tirso, Alberto Costa, afirmou, em meados de março, ter recebido da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, a garantia de que o Hospital não passará para a gestão de Misericórdia antes das Eleições Legislativas. Segundo Alberto Costa, a ministra afirmou estar em curso um estudo sobre a transferência da gestão do hospital local e que provavelmente só estará pronto após as eleições de 18 de maio.

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