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Cidade da Maia acolhe família afegã refugiada do regime Talibã

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Uma família refugiada afegã de oito elementos começou hoje a viver numa casa na Maia, passando a partilhar o espaço com outra, síria, acolhida em dezembro no âmbito da colaboração do Estado português com as Nações Unidas.

Os Hussaini Changiz deixaram hoje o Centro de Acolhimento para Refugiados Afegãos – Francisco e Jacinta Marto, em Fátima, para passarem a viver numa casa em Castelo da Maia, junto à linha do comboio e com galinhas e patos como outros vizinhos.

Com idades entre os 55 e os 5 anos, a família obrigada a fugir de Cabul,chegou hoje à Maia através da Associação de Proprietários da Urbanização de Vila D’Este, que, enquanto instituição de acolhimento, transportou mais duas famílias daquele país para habitações no Freixieiro, em Matosinhos, e Oliveira do Douro, em Vila Nova de Gaia.

Ao todo foram 15 os refugiados afegãos hoje instalados em casas do Grande Porto.

António Moreira, responsável daquela associação, explicou à Lusa que a família de refugiados afegã “terá durante um ano habitação e subsistência garantida por um fundo da plataforma de apoio a refugiados e dos jesuítas”.

“Esperamos que ao fim desse ano tenham autonomia social e profissional para que se possam autonomizar”, disse, acrescentando que a família vai “frequentar o curso ‘Português para todos'” a fim de garantir as capacidades para poder vir a integrar o mercado de trabalho e obter a autonomia no prazo definido.

Na carrinha que viajou desde Fátima lotada com as malas que conseguiram trazer quando fugiram de Cabul havia hoje “um cabaz de alimentos”, uma espécie de boas-vindas aos Hussaini Changiz na chegada à Maia. A partir de hoje, “a gestão passa a ser deles”, frisou António Moreira.

Shahreza, de 16 anos, foi o porta-voz na conversa em inglês com a Lusa, tendo começado por contar estarem em Portugal “há dois meses”, depois de a fuga do Afeganistão ter ditado a passagem pela “Geórgia antes de rumarem a Lisboa”, num trajeto onde, assinalou, tiveram o “apoio de um norte-americano”.

“Desde que chegámos a Portugal conhecemos várias pessoas que foram boas para nós e nos ajudaram e a quem agradeço”, continuou o único filho do sexo masculino da família e que mostrou ter os seus objetivos muitos definidos.

Por esta ordem, Shahreza disse que “quer jogar futebol no FC Porto, prosseguir os estudos e seguir para a universidade para se tornar uma boa pessoa para Portugal”.

E se o “maior desafio” foi ter deixado o seu país, o jovem espera um dia poder voltar, mas já considera Portugal a sua “segunda casa”, disse depois de na associação de acolhimento terem cumprido mais um aspeto burocrático, a impressão dos passaportes para posterior registo ao nível das Finanças e Segurança Social, do que esperam possa ser o recomeçar de uma nova vida.

“Estou muito contente, ao fim de quatro meses temos a nossa casa e é aqui que quero recomeçar a minha vida”, disse, minutos depois de tomar contacto com a sua nova habitação e ficar surpreendido com o número de galinhas, garnizés e patos existentes no quintal da casa.

Nessa habitação, para facilitar a transição, tiveram a recebê-los a família de Zaher, também refugiada, mas da Síria, e há um mês ali alojada.

“Estou aqui há um mês. É bom ter aqui uma nova família, amigos”, começou por dizer à Lusa enquanto ajudava a descarregar a carrinha acabada de chegar.

Sobre as dificuldades que os esperam, minimizou, preferindo elogiar as ajudas que tem recebido: “estamos a aprender a língua [portuguesa] e toda a gente me ajuda sempre que tenho de ir a algum lado e eu vou ajudá-los da mesma maneira”.

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