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Famalicão incluído no “Eixo Atlântico” que promove coesão urbana no Norte de Portugal e Galiza

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O Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular defende “políticas pessoais” para cidadãos mais vulneráveis, em áreas como a saúde, educação, emprego e habitação, de forma a atenuar as desigualdades identificadas no mapa de coesão social transfronteiriço hoje apresentado.

“Propomos, em conjunto com políticas sociais, o desenvolvimento de políticas pessoais. Itinerários personalizados de cuidados ao longo da vida, especialmente focados em pessoas vulneráveis. Nas áreas de: saúde; educação e formação ao longo da vida; emprego digno e condições de trabalho; habitação, espaço público e condições de vida; serviços sociais e bem-estar”, indicam as conclusões do Mapa de Coesão do Sistema Urbano do Eixo Atlântico, hoje apresentado num seminário em Ourense, Espanha.

O Mapa mostra “um nível satisfatório de coesão social e territorial” nas 34 cidades analisadas (17 no Norte de Portugal e outras tantas na Galiza, Espanha), com “fossos de desigualdade nos bairros das cidades e áreas metropolitanas com maior concentração humana”, indica o documento a que a Lusa teve acesso.

“Acima de tudo, a coesão social manifesta fossos de vulnerabilidade relevantes em torno dos domínios analisados (saúde, segurança, educação, trabalho, condições de vida, participação e vida familiar, pessoal e social), bem como fossos transversais (digitais, de género e geracionais) que afetam os cidadãos em concreto”, refere o estudo feito por uma equipa da Universidade de la Iglesia de Deusto.

Pretende-se que o documento seja não apenas uma fotografia de cada cidade que pertence ao Eixo Atlântico, mas que sirva também para “partilhar a informação entre os municípios para corrigir as desigualdades e melhorar as políticas”.

“Propomos a configuração de um ecossistema para além dos serviços sociais, para além das políticas sociais e pessoais. Um ecossistema que encontre soluções para trabalhar em conjunto com sistemas e políticas ambientais, económicos, sociais e culturais, envolvendo instituições, empresas, entidades sociais e cidadãos, com uma perspetiva abrangente desde a infância até aos mais velhos, independentemente do género, origem ou condição, e incorporando tecnologias de coesão na procura de soluções para os desafios colocados”, resume o Eixo Atlântico.

De acordo com o estudo, “os cidadãos mais mal servidos não estão localizados no litoral ou no interior, na Galiza ou no Norte de Portugal, em grandes ou pequenas cidades”.

“Na nossa sociedade, o futuro de cada pessoa é fortemente determinado pela casa em que nasce em cada uma das cidades do Eixo Atlântico”, observa o documento.

Os núcleos urbanos que pertencem ao Eixo Atlântico “partilham uma cobertura universal de saúde e educação, a perceção de segurança é generalizada, a penetração digital e as transformações socioeconómicas atingiram todos os espaços físicos”.

Por outro lado, “a maioria dos seus habitantes goza de uma elevada esperança de vida, têm acesso a alimentos de qualidade, vivem em bairros e casas que lhes permitem levar uma vida digna, têm acesso a espaços verdes e transportes públicos de qualidade”.

Contudo, “há 25% das pessoas em risco de pobreza e exclusão, em maior ou menor grau, concentradas em percentagens semelhantes em todas as cidades que compõem a Eurorregião Atlântica”.

Em Portugal, foi questionada a população de Barcelos, Braga, Bragança, Guimarães, Macedo de Cavaleiros, Maia, Matosinhos, Mirandela, Peso da Régua, Porto, Póvoa de Varzim, Santa Maria da Feira, Valongo, Viana do Castelo, Vila Nova de Famalicão, Vila Nova de Gaia e Vila Real.

As cidades galegas abrangidas pelo inquérito foram A Coruña, Carballo, Culleredo, Ferrol, Lalín, Lugo, Monforte de Lemos, Narón, O Barco de Valdeorras, O Carballiño, Ourense, Pontevedra, Ribeira, Santiago de Compostela, Sarria, Vigo e Vilagarcía de Arousa.

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